Enxaqueca não é "só uma dor de cabeça": entenda a diferença
Quantas vezes você já ouviu alguém dizer "é só uma dor de cabeça, toma um comprimido que passa"? Se você convive com enxaqueca, sabe que essa frase não poderia estar mais longe da realidade. A enxaqueca é uma condição neurológica crônica que afeta cerca de 15% da população mundial — e tem um impacto profundo na qualidade de vida de quem sofre com ela.
O que torna a enxaqueca diferente?
Uma cefaleia tensional — a famosa "dor de cabeça comum" — costuma se manifestar como uma pressão bilateral, de intensidade leve a moderada, que não piora com atividades do dia a dia. Já a enxaqueca tem características muito distintas: é geralmente unilateral (atinge um lado da cabeça), pulsátil, de intensidade moderada a forte, e frequentemente acompanhada por náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
Além disso, muitas pessoas experimentam o que chamamos de aura — sintomas neurológicos que precedem a dor, como alterações visuais (pontos luminosos, visão turva), formigamentos ou até dificuldade para falar. Esses sintomas podem durar de 20 a 60 minutos e são um sinal de que o cérebro está passando por mudanças temporárias de atividade.
As fases da enxaqueca
A maioria das pessoas pensa na enxaqueca apenas como a dor, mas ela se desenvolve em até quatro fases:
- Pródromo: Horas ou até dias antes da crise, podem surgir irritabilidade, cansaço, vontade de comer doces, bocejos excessivos ou dificuldade de concentração.
- Aura: Presente em cerca de 25% dos casos, envolve sintomas visuais, sensitivos ou de fala.
- Fase de dor: A crise propriamente dita, que pode durar de 4 a 72 horas quando não tratada.
- Pósdromo: Após a dor, é comum sentir exaustão, confusão mental ou sensibilidade residual — uma espécie de "ressaca da enxaqueca".
Entender essas fases é fundamental para antecipar crises e agir de forma preventiva. É por isso que, na Alivia, o tratamento vai muito além de prescrever medicações — ele começa pela escuta e pelo entendimento completo de como a enxaqueca se manifesta na sua vida.
Quando procurar ajuda especializada?
Se suas dores de cabeça estão ocorrendo mais de quatro vezes por mês, se os analgésicos já não fazem efeito, ou se a dor está afetando sua capacidade de trabalhar, dormir ou aproveitar a vida — é hora de buscar acompanhamento médico. A enxaqueca crônica tem tratamento, e ele pode ser transformador.
Na Alivia, trabalhamos com uma abordagem longitudinal e personalizada, entendendo seu histórico, seus gatilhos e seu estilo de vida para construir um plano que realmente faça sentido para você. Porque cuidar de enxaqueca não é apenas tratar a dor — é devolver qualidade de vida.
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